quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Estação 4-5

Certo dia usaram a palavra 'inquieto' para me definir, e foi onde tudo começou.

De súbito, foi algo que concordei no ambiente formal que encontrávamos, mas era uma palavra Inédita. Nunca havia utilizado tal termo para o contexto. Nosso vocabulário aparenta se restringir nesse momentos descritivos. Cai e soa tão bem.

In.qui.e.to - 1. Que não está quieto. 2. Agitado, oscilante. 3. Que nunca pára. 4. Apreensivo. 5. Perturbado. 6. Turbulento
Nunca parar, apresentar-se agitado e turbulento não são as melhores variações dos sinônimos para mim nessa época do ano. Natal, Ano novo e suas vésperas são sim datas bastante conturbadas, mas as demais, incluindo o interminável mês de janeiro, não.

Ao menos que você trabalhe, estude numa universidade federal ou viaje, seus dias exigirão muito de sua criatividade para não ficar entediado. Os listados terão muitas outras coisas para fazer, inclusive a tradicional celebração da chegada do final de semana. É um trabalho temporário de reinvenção, de procurar soluções para o dia-a-dia, e fazer novos interesses. Se treinada, nobre oportunidade.

Ainda assim, é difícil ser inquieto nas férias, ou diria no desemprego? É muito tempo para se ter pressa ou dia longos demais para não quietar e por a agitação em modo off. Turbulência em condições propícias ao não dinamismo?  Férias é Stop; é parada obrigatória! Pensando sinceramente sobre ela, tal menina só não me descaracteriza por possibilitar o estado 4, 5 da palavra. Uma variação no significado do ser, como uma estação pessoal que chegou junto com o verão.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

zum

Em pé e exposto, o tempo brinca
o suspiro primeiro se estende no instante
- eis chegado.

O início e o fim de mãos dadas,
com um durante míope, centrado e
purificador

Um compartilhar do voo temporal
em ritmo, 
em som,
em vida.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cigarro

A derrota é mais um tipo cigarro!

O gosto da derrota é o que deixa o sorriso amarelo!

Trêmulo, Ele brinca de espantar a cara de insatisfação e serve de resposta a compaixão dos outros, à empatia momentânea. Uma expressão sincera da insinceridade dos nossos sentimentos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Zarolho

Tenho uma paixão por boas ideias.

É um sentimento que estende para um sentido mais amplo da palavra. É a intenção, noção, invenção. Dada  como imagem, plano, projeto, conceito. Ideias são produtos do meu verbo favorito, o criar. Por mais que a tecnologia se desenvolva, dificilmente conseguirão reproduzir a complexidade do cérebro humano, consequentemente, seu processo criativo.

A racionalidade pode ser treinada. Intensa programação de algoritmos aparentemente pode solucionar muitos problemas. Tomada de decisões baseadas em dados estatísticos e probabilísticos, cálculos espaciais com precisão e procedimentos de segurança seguidos a risca. São atividades de campo lógico, matemático, numérico ou espacial para que a reprodução é direcionada.

O sorriso bobo é zarolho

A complexidade da criação é genuína e é fundamentalmente atrelada ao indivíduo. É o que nos torna tão únicos. A criatividade não tem lugar para aflorar. Elas se transformam em música, imagem e texto. Ar condicionado, laptops e microondas. Da alavanca, cunha e roda à complexos arquitetônicos. São as maravilhas do mundo, antigas e modernas, as sete artes de mãos dadas. Boas ideias nos dão bom dia à boa noite, no entanto muitas vezes passam despercebidas.

Estampo no canto da boca um sorriso bobo ao me deparar com algo envolvente. É uma reação involuntária provocada por  um sentimento íntimo de alegria, satisfação ou prazer. O momento em que a produção lhe fez algum sentindo e se torna possível não só olhar para ela, mas através dela. É uma estampa sincera, que de forma acanhada, estende a mão para cumprimentar sua justificativa.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um Mito 2.0

Azul, está tudo azul!

Essa é minha nova foto de profile no facebook. É mais animada do que o preto que corre pela capa do meu timeline quando à essa comparada. Toda essa iniciativa tem uma razão, maior que a escolha do azul como a cor, (ou do preto).

O mundo digital funciona como uma extensão das nossas vidas, uma experiência no plano digital. Certamente, existem níveis de submersão neste plano e suas implicações (mais detalhes em Submersão). A possibilidade de um universo de informações e a transmissão quase que instantemente são grandes benefícios desse mundo.

A aproximação de pessoas também é facilitada com o mundo digital. Não importa a distância ou fuso horário, a restrição para uma boa aproximação é dada em Kbs ou pela disponibilidade de Wi-fi. Todos estão nessa extensão do que chamamos de vida real. Uns se apresentam com foto 3x4, outros com fotos de book profissional, muitos com copos e canecas, outros sorrindo e pagando biquinho. Há aqueles que usam perfis falsos e por essa análise, serão tão verdadeiros quanto os demais.

Por uma releitura de Platão e adaptando seu pensamento para a vida2.0, diria que a verdade não está no plano digital. Cada perfil é meticulosamente processado pelo o usuário com a finalidade de alcançar suas metas. Parecer mais atraente, culto ou conseguir um bom emprego são alguns exemplos.

A verdade moraria então no plano das ideias, no mundo do intangível, que nesse caso já tivemos a oportunidade de espiá-lo por se tratar do plano real, aquele que vivemos fora do mundo digital. O que encontramos nesse plano digital são distorções do que é realmente a verdade. Dessa forma, um azul ou preto em uma foto de profile é tão verdadeiro quanto um perfil fake ou uma foto do usuário meticulosamente selecionada para tal função. 

No momento em que deixamos de interagir com as sombras, no momento que deixamos a submersão, encontramos o plano da verdade. A internet assim se firma como a nova caverna de Platão! 

sábado, 10 de novembro de 2012

Planeta Faminto

A animação de hoje é em primeiro momento sócio-educativa!

Em tantos outros momentos, esse vídeo é belo. Com uma produção impecável, o material fomentado pela BASF, uma das maiores empresas química do mundo, levanta a questão da quantidade de alimento consumido por uma pessoa diariamente e o impacto global que isso traz quando consideramos todos os moradores desse planeta.

Cheio de infográficos interativos, o vídeo cumpri muito bem o propósito de proporcionar um momento de reflexão sobre o futuro do planeta e a posição do Brasil nas próximas décadas, destacando-se como referência no setor agrícola pela tecnologia aplicada atrelada à qualidade e produtividade.

                            O que fazer para alimentar esse planeta faminto?


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Noticiário

Filosofar é escrever seu próprio noticiário

É ter possibilidade de exercer o pensamento, processar informações e identificar uma concepção de mundo. É usar um pouco do tempo para produzir e assimilar sua própria opinião.

sábado, 3 de novembro de 2012

Visualizado Por Ninguém

Esta postagem foi visualizada por João, José, Maria, Ana ...

Para você que ainda não reparou, irei introduzir a modificação implementada recentemente pelo facebook: o visualizador de postagens. Todos os grupos existentes que foram criados a partir da implementação  receberam tal visualizador, enquanto que os antigos grupos estão também sendo contemplados gradativamente.

Um recorde de visualizações

A cada nova postagem, é possível verificar 'visualizado por' (na versão em inglês 'seen by') seguido do número de usuários do grupo que acessaram a postagem. Ainda assim, clicando no número, podemos ter acesso a todos os nomes quem compõem tal quantidade. Nas redes de discussões, tal modificação é a segunda mais comentada, perdendo somente para a notificação de visualização de mensagem particular pelo outro usuário. (Mais detalhes em Transparência Digital.)

Está cada vez mais difícil não brincar de facebook. Acessar um grupo e simplesmente percorrer suas publicações, faz com que você fique marcado como um usuário que está ciente e visualizou as publicações dos outros membros. No mínimo que você deu uma passadinha por ali. Na prática, esse serviço é uma extensão das ferramentas do facebook e mantém a sua principal característica, o comprometimento dos usuários.

Primeiramente, o facebook balançou com o descomprometimento dos seus usuários do chat impondo restrições ao status offline (Mais detalhes em O Descomprometimento Digital). Quer ficar ausente, fique, contudo não verás quem está  online (Outros detalhes em É foto, nome e bolinha verde). Em segundo momento, balançou com as mensagens privadas dos usuários, notificando-os quando o seu amigo visualizou a sua mensagem. Por fim, está modificando a movimentação nos grupos, que até então era o único refúgio digital pertinente. Nossa navegação deixará rastros.

Podemos esperar outras modificações na forma como interagimos com o facebook, todas elas seguindo a mesma linha, a de que os usuários se envolvam com a dinâmica da rede social. As melhorias afetam mais os usuários que pouco se envolvem com o ambiente e que insistem em parasitar informações alheias sem serem descobertos. Esses veem seus refúgios estão cada vez mais escassos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Janela Aberta

Você já ficou espantado? Perplexo? Sem saber o que fazer diante de uma situação nova?

É assim que se inicia o primeiro capítulo de 'Ser ou não Ser', uma série do Fantástico exibida em sua primeira temporada nos anos de 2005 e 2006. A filósofa Viviane Mosé ainda complementa que foi desse sentimento que surgiu a filosofia. Filosofia, por que filosofia?

Meu primeiro contato com ela foi no ensino médio. Acompanhei a história do mundo também pelas correntes filosóficas e seus nomes, assim como acompanhei nas disciplinas de literatura e artes as suas respectivas escolas literárias e artísticas. Tudo complementava a tradicional disciplina de história. Filosofia era um complemento. 

Um complemento que nem sempre complementava. Tinha muita dificuldade em compreender alguns textos e principalmente de encaixar essa peça no tradicional quebra cabeça da linha do tempo histórica. As datas dos movimentos não batiam, os locais também, e quantos nomes. O raciocínio linear me bloqueava na compreensão de que as coisas ocorrem multidirecional, simultâneas e em vários locais. A comunicação não era a das melhores naquelas épocas, e grupos diferentes discutiam as mesmas coisas em locais ... diferentes. 

Por um tempo me esqueci dela. Flash me ocorriam nas várias referências de 'Lost', mas era só. Reencontrei ela no Cpfl Cultura, que aconselho a todos dar aquela visitadinha por lá. Dentro dos seus ciclos de palestras, algumas tinha um cunho mais filosófico, e estando mais maduro preparado, aquilo tudo fazia sentido. Encontrei uma janela aberta para o pensamento.

Recentemente, vulgo ontem, terminei de assistir a primeira temporada de 'Ser ou não Ser' que me lembrou muito bem uma série britânica chamada 'Guide to Happiness'. Essa trabalha com temas do cotidiano que nos remexe, apresentando o pensamento de determinado filósofo para obter sucesso com tais questões. Em síntese, tão bem feito quanto 'Ser ou não Ser'.

Deixarei para todos os interessados, o link do primeiro episódio de 'Ser ou não Ser' e também um episódio de 'Guide to Happiness' para a vossa contemplação. Viviane Mosé afirma em um de seus episódios que a filosofia não precisa ser útil, que não importa o resultado. O que importa é exercer o pensamento! Vamos lá?



Os episódios de Guide to Happiness estão sem legendas, http://www.youtube.com/watch?v=S24FxdvfOko

domingo, 14 de outubro de 2012

Filosofia Gravitacional

Vamos ver se eu sou bom com coluna motivacional.

Essa tentativa é simplesmente pra ressaltar aquela história de que um não você já tem, e se expandirmos ainda essa teoria para o campo social, podemos afirmar que mal já estão falando de você. Se no ramo amoroso podemos dizer que já estamos na fossa, no universitário já estamos condenados. E para quantos campos a gente pode expandir essa teoria?

Pausa para um momento de intervenção! Antes de terminar o parágrafo acima, no papel de leitor/escritor e utilizando os avançados conceitos da filosofia gravitacional, descrita pelos mais contemporâneos filósofos de bar como aquela linha de pesquisa que estuda os diversos campos e suas implicações na humanidade quanto a presença intrínseca do pior, cabendo cada um sair dessa inércia, concluí que você pode achar que esse texto é algo autobiográfico.

Ação da Força Gravitacional
Não é! Será?. Resolvi apenas reportar aqui, fazer graça do cotidiano e limpar a minha mente. É algo que funciona. Tal filosofia posta em prática ajuda a rir de nós mesmos, de perceber que sempre haverão adversidades e que essas, na maioria das vezes, não estão muito sob o nosso controle. Ajudam a mitigar preocupações desnecessárias e reverter situações mediante à auto-afirmações. 

Os filósofos historiadores de almoço de domingo gostam de apontar a filosofia gravitacional, desenvolvida em 48* versículos recém encontrados na web, traduzido em um português rústico como 'dzinteresses', como uma das principais correntes filosóficas predecessora do bom humor. Especialistas das áreas clínicas apontam como um ótima terapia para os dramas do cotidiano.

 *esse número pode crescer a qualquer momento segundo a equipe de arqueólogos computacionais.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Apocalipse

Dois meses. Que recesso tamanho!

Dzinteresses aproveita que o fim do inverno se aproxima para anunciar o fim de sua hibernação. Na real, esse período não foi planejado, contudo a sonolência e inatividade foi necessária, dadas às condições adversas (?) apresentadas. 

O segundo semestre de 2012 iniciou oficialmente na semana subsequente à minha última postagem por aqui e daí tchau. Iniciou num ritmo atropelado e o que não faltava eram conflitos de prioridades. Me perdi. Hoje, a situação encontra-se devidamente estável porém ainda com pressa. Voltei a estaca nômade, depois de tantos anos de evolução. É aquela velha e boa história de que deve-se corre atrás de seus objetivos. 

Esse ano está mesmo me impressionando. Nada como um post 'final de ano' para o assunto e farei questão de deixar agendado para daqui 2 meses, todavia já posso antecipar que está repleto de aprendizado. É um aprendizado diferente, num tom de maturidade, menos aula e mais cotidiano. Em meio a tantas mudanças, algumas coisas ainda persistem, como a não linearidade no meu raciocínio. 

Deveria me esforçar mais para escrever, começar com um planejamento de tema, da escolha da coluna, voltara à época de redações para vestibulares. Deveria, contudo tratando-se de dois mil e doze, acredito que valha mais deixar discorrer a minha hiperatividade da forma que vier. Depois do Apocalipse a gente planeja os textos com mais calma.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Contextualização

A  mulherada não é a mesma!

Novamente, essa frase foi pra chamar sua atenção. Retomando o assunto das dificuldades e empasses dos atuais relacionamentos, comentamos no post passado a influência da internet, que dentre outras coisas, na medida que aproxima estranhos e disponibiliza contatos potenciais a um clique, muitas vezes é motivo de intrigas e facilita a traição. Para relembrar, vide Uma Eterna Gratidão.

and eco-friend
Já deixando bem claro que não é só a mulherada, mas as pessoas não são as mesmas. Nossas cabeças não são as mesmas. Podemos notar grandes contraste nos hábitos quando comparamos com a geração anterior,  nossos pais, por exemplo. Crescemos ouvindo suas histórias e conselhos que, em tão pouco tempo, perderam um pouco do sentido. O choque não é tão grande quando temos na comparação duas gerações anterior com a anterior, nossos avós e de nossos pais, por exemplo. 

Acontece que os países encurtaram suas distâncias, e o mundo está globalizado. Uma revolução tecnológica se estabeleceu demasiadamente rápida, provocando alterações no modo com que comunicamos, interagimos, compartilhamos e coletamos informações. A democratização e a expansão do ensino superior está levando os jovens para universidade gradativamente. O mercado de trabalho se tornou mais exigente dada uma competição que extrapola o âmbito local e regional. Simplesmente, nós estamos seguindo o fluxo disso tudo. E por tantas outras razões, estamos num processo de transição. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Run!

Não são Olímpicos, mas fazem muito sucesso!

Sabe aqueles jogos que você corre feliz por toda vida e não tem fim? Aqueles em que a finalidade é basicamente você obter uma pontuação excelente e gabar de seus amigos quando eles forem jogar e não chegar ao seus pés. Aqueles que iniciam devagarinho e daí vai ficando rápido e mais rápido até que você desvia de obstáculos ou coleta itens involuntariamente. Estamos falando a mesma língua? 

Jetpack Joyride: Desafio em 2D e referência de jogabilidade
Acontece que os novos jogos dessa linha estão se desenvolvendo e ganhando novas jogabilidades. Por ser uma linha de games sem propósito visto que você não tem chefão, não tem princesas, não tem mundos, eram considerados jogos que enjoava muito fácil. Imagine um game desse para qualquer console? Praticamente não vemos jogos desses tipos, em compensação para tecnologia móvel, como celulares, ipods e tablets, estão repletos. E aí?

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Bússola ou Biruta

Ter um planejamento detalhado pode mesmo ser a garantia de sucesso ?

Sim, caro leitor, voltei! Depois de 2 semanas da última postagem e uma incrível viagem de férias, tive tempo para continuar com o Dzinteresses. A frase introdutória de imediato pode se opor com a filosofia que estou praticando, afinal, foram 2 semanas sem dar as caras por aqui, e há de esperar pelo sucesso do blog?

Planejar chega a ser engraçado, antecipamos muitas coisas que podem nem ocorrer e brincamos de  ansiedade. Em contrapartida, saímos melhores quando o que previmos de fato acontece. Quando não planejamos, ligamos o ritmo natural, cabendo a cada um selecionar o que planejar e o que deixar nesse ritmo. Optar por 8 ou 80, radicalismo, não faz bem visto que temos campos de decisões extremamente diferentes.

Carreira por exemplo é algo a se planejar! Ou melhor, que comumente planejamos. Por volta dos nossos 16 anos inicia a caça do seu lugar ao sol, e tão imediatista pensamos em n cursos de graduação, comparamos estatísticas, reportagens, testes, necessidades e avaliamos a garantia de sucesso. Por que não deixamos simplesmente as coisas seguirem seu ritmo, descobrir por si só quando estiver mais maduro ou ter a opção de não cursar nada e iniciar uma carreira de aprendiz e se tornar futuramente um excelente profissional?

Relacionamentos é algo que incessantemente planejamos desde sua primeira aproximação. Na minha concepção, deveria seguir o fluxo natural das coisas. Ultimamente temos pensando em tudo e apresentamos n+1 fatores na hora de aprovar ou reprovar, e claro, a chances de repulsa são bem maiores. Um salve para o álcool que desliga muitos desses filtros e nos tornam menos exigentes e mais naturais.

O ponto que eu queria escrever hoje é que quando planejamos e as coisas não saem como deveriam sair, não tem como implementar o ritmo natural das coisas. Uma vez escolhido o caminho, passada a bifurcação, é muito oneroso trocar de lado, e quando possível leva no mínimo o tempo para retornar e selecionar o outro lado. Evidente que isso também vale para a escolha do fluxo natural e a necessidade de planejar de última hora.

Volto ao ponto da seleção do que brincar com o caminho esquerdo, com o caminho direito e com os dois, por que não?  O ponto da escolha do norte e do sul, ou de seguir a direção do vento. Quando vocês usam Bússola e quando usam a Biruta?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Encrenca em Dobro

Essa postagem é sinônimo de encrenca, ou melhor, encrenca em dobro!

Há um bom tempo não postava um clássico na seção de animações [vide que a coluna estava com seus 4 míseros posts]. Procurando então algo substancial para merecer o lugar na coluna de vídeos seletos, gastei bons minutos no youtube buscando o conteúdo e me divertindo com o vídeos que ia assistindo. Depois dos vídeos que assisti hoje, um levando ao outro, tenho certeza que essa coluna deslanchará.

O que trago hoje é o decorado clássico lema da Equipe Rocket! Não me venha nessa altura do campeonato, frequentador do meu blog, me dizer que não sabe o que é Equipe Rocket? Se esse é seu caso, lhe pergunto, onde você se escondeu durante toda 'Era Pokémon'? No auge dos anos 1999 - 2004, aproximadamente.

Sim, acompanhei como fã de carteirinha de tudo isso nos meus 10 anos de idade. Tenho grandes ensinamentos que levo pro toda vida. Dúvidas também! Muitas. Coisas do tipo, por que o Pokémon Inseto tem vantagem sobre o tipo Psíquico. E se entrarmos no ramo dos jogos, daí surge muito mais. Quantas contradições! O Rhydon nada mas o Charizard não voa. O Duduo nem asa tem, e voa. Sairia um belo post na coluna de Nerdices. Na verdade uma bela série de posts. [Logo mais]

Voltemos à Animação de hoje. De forma simplória, a Equipe Rocket representa a vilania no desenho animado e buscam entre outras coisas que estão no lema, captura o extraordinário-chucknorriótico Picachu do Ash. Mas coitados, Jesse e James, são mesmos uns coitados. Não tem respeito na própria instituição do mal, não sabem explorar o melhor de seus poucos Pokémons e não se dão bem em nenhum capítulo. Ah, eles também tem um Meowth falante. Vamos Assistir?


Não é querendo tirar com a cara dos Digimons, mas esses sim eram demais! [Para entender a piadinha infame, vide Eles são demais!]

'Ainda  atrás do Picachu não é?!'

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Aceite Compulsório

Eu sabia que esse dia viria!

Muito já se foi falado aqui na coluna de Vida 2.0. Desde a conectividade, o nível de imersão, a insensibilidade até a onipresença e declínios e ascensões de redes sociais. Só o facebook ganhou várias postagens exclusivas à suas funções e peculiaridades. Hoje, poderíamos ter mais um desses textos, mas não! Teremos de fato mais um texto sobre o facebook, mas sobre sobre pontos que deveriam ser questionados. Talvez uma série de postagens sobre tal assunto.

Atualmente venho reparado na questões dos 'Eventos' que somos convidados pelo facebook. Para todo convite, o usuário tem a opção de responder que 'vai', 'talvez', 'não' ou ainda optar por não dar sua opinião, fingindo que não viu o convite. Até aí normal. Poucos (?) usuários talvez tenham reparados que caso optemos pelo 'vai' ou 'talvez' temos algumas opções extras como 'estender o convite' ou 'desligar suas notificações', contudo isso não acontece com a opção do 'não' e do usuário que não respondeu.

É compreensível que essas permissões não sejam possíveis para os usuários que não se manifestaram. Faz todo o sentido! É aquele lance da bolinha verde do chat. Quem ver quem tá on, que fique on! (Vide: É foto, nome e bolinha verde). Agora o usuário que optou por não ir ao evento não tem o mesmo direito! Ok, ok, qual a necessidade de um usuário repassar um convite que ele mesmo nem vai?! Nenhuma! Porém, qual a necessidade de um usuário 'desligar suas notificações' de um evento que não vai?! TODA!

Você vai querer mesmo não ir? (6)
É isso que acontece! Sistemática boba que me enche o saco. Não sei vocês, mas não há coisa mais desagradante do que receber notificações que não fazem o menor sentido pra você. Se eu optar por 'não' ir ao evento, eu ainda tenho que assistir todas notificações daquela maldita página para qual fui convidado. Toda vez que o dono alterar o nome, mudar a foto, fulano comentar ou perguntar algo, serei notificado! Qual o sentido dessa notificação se eu não vou ao evento?!

Por vários momentos me questionei quanto a essa sistemática. Como será que funciona os 'eventos' do facebook no exterior? Será que realmente eles também usam para criar correntes, campanhas e promoções, simples e puramente pra encher o saco? Onde eu sou obrigado a 'talvez' ir, ou 'ir' só para poder desligar suas notificações?! Ou será mais uma ferramenta que nós brasileiros estamos usando de forma errada? Gostaria de bater um papinho com o Mark sobre isso, quem sabe não me explicaria melhor essa filosofia compulsória do aceite de convites, o único jeito de eliminar algumas notificações que não lhe interessarão.

Atualizado 29/10: Realizei alguns teste com 'eventos' visto que a interface foi modificada recentemente. Como descrito no texto acima, as notificações por qualquer post na página do evento serão recebidas por todo usuário que escolher 'sim' ou 'talvez'. Estes também têm a opção de desativar tais notificações. A novidade fica para os que escolhem 'não'! Agora não há com o que se preocupar, não receberemos mais nenhuma notificação! Podemos enfim escolher 'não' sem medo de ser perturbado, porém nunca o 'talvez'.  'Talvez' é o antigo e o novo 'não' ao mesmo tempo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Temperatura Crítica

Esse post contém pré-requisitos!

Não serei malvado dessa vez como no outra postagem! Ultimamente, muito do que eu escrevo aqui pode ser conectado com algo já escrito, numa nova abordagem ou continuidade. Não seria uma má ideia essa frase antes de cada post para notificá-los de postagens prévias necessárias para o total compreendimento?Dá ultima vez, a cada parágrafo, se fazia necessário acessar um outro texto para continuar na leitura, fazendo que somente os fortes chegassem ao final.

 Os textos de referência pertencem a essa mesma coluna: Filosofia de bar. No primeiro texto, está presente uma das citações que eu mais gosto e sintetiza todo o post. Já no segundo, um mês depois, levanto a empatia, ou a falta dela, nas convivências. Os dois podem servir de subsídios para alguns levantamentos aqui. Clique nos títulos na a seguir, (re)leiam, e voltemos à pauta de hoje: Algum Reflexo e Óculos Escuros.

Se nós só nos interessamos pelos outros na medida que reproduz o que nós somos, cabe a nós enxergar esse reflexo? Muitas vezes, está evidente e não temos problema algum em vê-lo, já em casos contrários, existe um procedimento para aumentar nossa compatibilidade? Um óculos 3D para os tópicos saltarem em nossos faces? Devemos buscar novas intersecções? Tentar estender os limites da compatibilidade mútua?


Dependendo do tipo de relacionamento, acho sim válido. O que aproxima as pessoas inicialmente são os compartilhamentos mútuos de interesse, e depois dessa fase, iniciam o processo de negociação. Ou limitarão o contato sobre essa especifidade, mantendo uma estabilidade, ou se abrirão para encontrar novos pontos de congruências. Os usuários 'óculos escuros' usualmente são fechados e limitam-se, mostrando a mínima empatia que constrange o outro.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Um Telespectador Múltiplo

Você está demitido!

Na verdade, a frase acima cairia muito bem para essa coluna, que por pouco não caiu no limbo. Há muito tempo não encontrava o que postar nessa coluna, deixando ela um tanto quanto esquecida. Porém, essa semana percebi que já poderia ter escrito sobre o meu reality show favorito: 'O Aprendiz'. A frase, agora, está ainda mais pertinente. 

Eu me recordo de ter assistido todas as edições de 'O Aprendiz', desde seus tempos em que era comandado pelo Roberto Justus, passando pela reformulação de 'O Aprendiz - Sócio', depois pelo 'O Aprendiz - Universitário' e finalmente, nos moldes tradicionais com um novo comandante, João Doria Jr, que terminou no ano passado sua oitava edição.

O Aprendiz é sucesso em vários países, contudo nunca tive a curiosidade de pesquisar e verificar se a dinâmica é a mesma em outras terras, mesmo sendo muito fã do show. Acontece que de 2011 pra cá, encontrei no youtube todas as Edições do 'The Apprentice UK', a versão que acontece anualmente no Reino Unido, comandada pelo Empresário Lord Sugar. Que de docinho não tem nada.

Foram 8 edições através do YouTube em menos de um ano, nesse momento o post se justifica por si só na coluna de Nerdices, algumas infelizmente ficaram incompletas pois nem todos os episódios estavam disponíveis por lá. Inclusive, a oitava edição terminei de assistir a menos de uma semana, e nesse embalo decidir ver qual era a dinâmica do programa nos Estados Unidos.


Não deu outra, cá estou eu assistindo a versão americana do Show, comandada pelo Donald Trump. Acontece que não escolhi o modelo tradicional do programa nos EUA, optei por uma versão mais recente: 'The Celebrity Apprentice', que representa a temporada 12, isso mesmo, um Aprendiz com celebridades. Toda essa dinâmica diferente do show americano me motivou a escrever e relatar minha experiência como telespectador múltiplo do reality show.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Uma eterna gratidão

Não vejo a hora de casar!

Essa frase foi só para despertar a sua atenção. A questão é que eu precisava escolher uma coluna para escrever, e com esse tempo de neblina e frio, nada melhor do que a 'relacionamentos'. Seria perfeito para o tempo falar sobre romances bem sucedidos visto que já abordamos dois estados bastante complicados nos textos anteriores dessa coluna, o Estado Canino e o Estado de Latência, mas o destino é cruel, e a minha e a sua vida, a sua também, pois se você lê esse blog, provavelmente não deve estar em bons lençóis.

Que mané lençol, deveria estar falando é em cobertas nesse texto tamanho o frio, mas isso é conversa fiada. A questão é que as mulheres reclamam que não encontram homens para compromisso e esses, reclamam que ... mentira, esses não reclamam. Homens reclamam de outras coisas. Mas no geral, o relacionamento sério está mais escasso. Quando existem, me questiono se aquilo pode ser levado a sério. Não sei sé o ciclo social que eu tenho em que quase todos (as) estão encalhados pulando de galho em galho, ou se é um algo maior.

Como bom filósofo contemporâneo que sou, acredito que há algo por trás disso tudo, e será uma série de post sobre o assunto na coluna de relacionamentos, inaugurando hoje com a questão da internet e redes sociais. Estando cansados de saber que isso mudou o mundo e o escambau, mas quantas vezes paramos para agradecê-la? 

Eterna gratidão é o que deveríamos ter pela internet. Ela nos apresentou lugares, conteúdos e especialmente, pessoas. Ou melhor, principalmente pessoas. Temos hoje parte da nossa vida na rede, e sentimos todos os efeitos da conectabilidade. [Vide coluna vida 2.0 para textos sobre essa questão]. Acontece que com ela, ficou mais fácil conhecer pessoas, e consequentemente trair. 

Nunca foi tão fácil trair. Temos um cardápio de rostos, corpos e mentes para todos os gostos, naquelas horas em que estamos checando os feed de notícias de seu facebook, por exemplo. A chance de se interessar por alguém que algum contato seu possui é muito grande, e daí é um pulo. Isso já vira novela, rola o 'será que adiciono?', 'vou pedir pra fulano me apresentar', entre muitas outros pensamentos que nossa mente nos traz.

Será que se não possuíssemos as nossas páginas em uma redes sociais esses últimos anos, teríamos nos relacionados com tantas pessoas? Seríamos capaz de nos contentar com o que conseguímos fazer pessoalmente nos tantos eventos sociais que frequentamos? As redes sociais quebram o gelo e pulam etapas, hoje é difícil imaginar o jogo da conquista sem passar em algum momento por elas. Acontece que nesse caminho de tanta gratidão, a perdição se faz muito presente. 

sábado, 2 de junho de 2012

Defasagem

As coisas não se sustentam por si só.

Ultimamente ando desejando muitas coisas. Umas bastante simples, outras um tanto distante. Mas de lá pra cá comecei a reparar num constante problema dentro do meu espaço, e que magicamente poderia ser extinto há um bom tempo atrás.

O problema toma todo o meu espaço! Ele se espalha pelo chão, me faz desviá-lo para chegar a onde eu quero.  São problemas macios que se amontoam, e deixam em si mesmos rastros de um ambiente que não é saudável para seu manuseio. São também bastante perturbados por mim. Eu os troco de lugares constantemente, mas ao invés de saná-lo, eu ignoro por pura preguiça. Ás vezes eles dormem comigo.

Há também uma pilha de descarte, mas não sou muito de descarte imediato. Até mesmo com as coisas que me incomodam eu gosto de lembrá-las, quem sabe até usá-las?! Sim, a pilha de descarte seria uma solução rápida, mas o destino é traiçoeiro e tudo que vai, volta. No retorno, vem de cara limpa, sem rastros nenhum, mas eu sei como se tornarão depois. É tudo questão de tempo, é só respeitar o período dos fatos.

'É um ciclo sem fim', a única diferença é que não me guiará.

terça-feira, 29 de maio de 2012

A transparência Digital

O Facebook ouviu minhas preces!

Primeiramente, para fazer algum sentido este texto, confira o texto Mão Única que também encontra-se nessa coluna. Leu? Clicou no link aí? Bom, então podemos continuar. Está sendo sincero consigo mesmo? Daqui uns dias terei que criar pré-requisitos para as leituras desse blog, tamanha é a preguiça de re-argumentar que eu possuo.

Essa semana, vocês observaram em vossos feed de notícias no facebook, os borborinhos sobre a última atualização do facebook: A notificação de nossa mensagem foi entregue e lida. De agora adiante, somos notificados quando o outro contato leu nossa mensagem enviada, ou seja, temos a informação do exato momento que ela foi aberta no pc do receptor. Isso é ou não um máximo? Brasileiristicamente falando, não!

Take it off, I can see u now
O descomprometidos digitalmente, vão sentir a diferença. Ok, te dou 4 minutos para ler um outro pré-requisito desde texto, um sucesso nesse blog: Descomprometimento Digital. É tanto pré-requisito esse post que poderia classificá-lo em um nova marcação: a marcação de F5, uma atualização, uma reciclagem.

Nessa mesma semana começaram a surgir compartilhamentos estranhos com frase do tipo: 'Agora quero fingir que não leu', tudo devido essa atualização que pegou a galera de surpresa. Na verdade dá para não enviar a notificação para o emissor, contanto que você não leia a mensagem dele. É aquela história, 'Não vai brincar? Também não vai ver!' de outro pré-requisito: É foto, nome e bolinha verde. Ok, mais 4 minutos.

Depois de tantas preces atendidas por Mr. Zuckerberg, estou encaminhando uma nova proposta. Uma que auxiliaria o meu, o seu, os nossos blogs. Um mesmo sistema, porém adaptado para o detector de leitura de post. Seria genial né? Aproveitar essa leva da sinceridade e transparência digital, jogar a dica pro Google, vai que ele aplica no Blogger. 

Imagina? Eu, você e ele, estaríamos bastante insensíveis e descomprometidos.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Metalinguagem

Estive encarando a tela por 3 minutos.

Vocês deviam ver como é a interface para escrever um post. É um quadro branco e alguns opções de formatação. Se ele fosse uma câmera, certamente teria retratos de pura incompreensão. Essa tábula rasa me confunde.

Talvez algum outro escritor que passe pelo mesmo processo possa me esclarecer sobre o ato de escrever. É um processo premeditado ou encaramos a tela e vamos combinando as teclas de maneira a fazer soar bem aos nossos olhos? Repetimos insensatamente o ato de ler e reler as pequenas frases e linhas que vão aos poucos dando preenchimento ao quadro branco. 

Na sua metade, já consigo ver através do espelho, caso ao invés de câmera, agora fosse um espelho, um sorriso no meu canto da boca. Algo que diz, estou escrevendo. É um processo interessantíssimo. Ás vezes meus dedos escrevem palavras que nunca usei em uma conversa, ou que tenho que confirmar o seu significado em um dicionário pois ao escrevê-la inconscientemente não a percebi. 

E vai ganhando forma. Ao seu término eu estou me questionando sobre o que eu escrevi. Não sei premeditar meus post, sempre começo em algo e termino em outro. Classificá-los então é outro problema: Se classifico antes de finalizá-lo, tenho sempre que alterar o marcador pois ele terminou com cara de outra coisa, e classificá-lo ao término é pior pois ele se desbrocha em uma infinidade de interpretações.


sábado, 19 de maio de 2012

NaCl

Seria egoísta pensar somente no retorno para se empenhar, e é. 

Já estamos grandinhos suficiente para compreender que é necessário dedicação para conquistar seus objetivos, e desde pimpolhos nos é dito o mesmo. O destino parece não existir muito na minha linha de pensamento. É tão simples usar o destino para justificar os acontecimentos que eu o compararia aos gregos e romanos e suas pencas de Deuses. É deus pra frio, é deus pra calor, chuva, maça e chocolate. Uma bagunça só. 

Desencanação
Particularmente, me considero uma pessoa dedicada. Acontece que às vezes eu questiono o tamanho dessa dedicação e toda sua finalidade, e daí começo a valorar as coisas. Acho saudável todo esse processo, e recomendo. Avaliar seu empenho nos seus propósitos talvez seja tão importante quanto avaliar seus propósitos. Como resultado percebemos que em alguns pontos precisamos melhorar, ou até desencanar.

Eu gosto de desencanar. Começando pelo termo que conota uma rebeldia infantil na minha cabeça até sua prática que é mais infantil ainda. É divertido desencanar, ligar o 'foda-se' por algum tempo. O desencanar maduro é aquele pensado nas consequências e se faz necessário depois de sua avaliação visto que a taxa de retorno pra todo o esforço é baixa.

Fiquei surpreso que o termo 'esforço' só apareceu nessa altura do campeonato, isso tem tudo a ver com ele. Existem coisa que não vale o esforço. Não só coisas, coisa e pessoas. Minha mãe sempre me dizia que eu não valia o sal do batizado! Quanta violência né? Acredito que a nossa dedicação deve ser norteada para onde as coisas são vivas, calorosas e fraternas. A indiferença NÃO merece o esforço.

domingo, 13 de maio de 2012

O estado de Latência

Está aberta oficialmente a nova coluna desse blog!

O Estado Canino foi o que eu chamei de rascunho piloto pra esse nova frente e vale a pena ser lido pois o de hoje é parecido, porém sob perspectiva diferente. No piloto, para você preguiçoso que não quis ler, usa da animalização para retratar um tipo de relacionamento. Aquele do seu amigo(a), primo(a) ou seu. A incessante tentativa da conquista pelo entretenimento.

É um tipo de relacionamento complicado. Sabemos quando não somos aceitos e fica evidente. Acontece que o outro, visto que é a visão dele agora, não quer deixar claro. Teme a nitidez. Chamar o outro de adestrador cai bem. O adestrador gosta de brincar de amanhã e o hoje não faz sentido. O pobre cão quer resultados, busca bolinha ou graveto e vive o presente. Há aí uma incongruência.

Haverá um ponto de inflexão.
O adestrador nunca está preparado. Gosta também de pensar, mexer com lógica em algo nada exato. Será que ele não percebeu que precisa se envolver pois a bolinha não é lançada sozinha? Ele acaba como gargalo da relação e sabe disso. A única ação que faz é usar seus truques para satisfazer momentaneamente o animal. É como é sábio.

Na prática, rola aquela história de que quando um não quer, dois não vão. É por aí. Mas e aí, esses estados têm solução? Todos já brincamos de adestrar alguém. Alimentar um contato com palavras vazias e cultivá-lo pra vida é melhor do que descartá-lo. É a nossa insegurança nos dizendo que podemos sim ficar sem nada. Somos na verdade vulneráveis.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Uma vida em Linha

Eventualmente o excesso de conhecimento nos distancia ao invés de nos aproximar daquilo que pode ser conhecido.

Na coluna Vida 2.0 de hoje, começo com uma frase que recebi no comentário da postagem sobre a Mão Única, também nessa mesma coluna. Primeiramente, eu recebo sim comentários esporádicos em meus posts! O comentário sugeria que eu escrevesse sobre o Timeline do facebook o qual uso desde sua criação, há algum tempo atrás. Logo, esse post é para você, que ainda se questiona se deve ou não passar por tal adaptação, e a minha resposta é SIM!

'Um foto grande'! É isso que passa na cabeça do usuário que desconhece o Timeline. Grande não, ENORME. E em caixa alta. Uma cover photo. Em segundo lugar, eu não tenho uma foto pra colocar de Timeline. Em terceiro lugar, não tem como voltar pro normal depois de instalado o Timeline. É dessa forma, três simples passos que representam a linha de raciocínio dos não adeptos.


É realmente necessário afirmar que a Linha do tempo é mais que isso?! Sim! Sim, pois esses três passos pra mim são argumentos clichês e se faz necessário usar um argumento mais clichê ainda pra derrubar outros três primeiros. Brincadeiras a parte, o post irá discutir o uso de uma ferramenta moderna, porém muito polêmica no facebook. 

As tomadas de decisões do facebook são feitas com muitas projeções para  futuro, e o timeline foi uma delas. Você pode recordar e comparar o uso de outras redes sociais quanto à busca de histórico de informações, como é que funciona? Bom, a verdade é que não funciona. É braçal! É basicamente através do botão voltar, voltar e voltar. No twitter, através de do carregamento infinito de tweets antigos e no facebook tradicional, através das 'postagens mais antigas'. Repito, braçal!

sábado, 5 de maio de 2012

Reticências

Antes a bagunça e alguns conflitos do que o ócio aliado ao tédio. 

Um seriado de Tv ou uma boa leitura, daqueles que te prendam, dependem de algumas artimanhas para instigar e testar tanto os leitores quanto as personagens. Vai do roteirista prover tais situações que dinamizam toda a trama. Ter mocinho implica na busca do prazer, do sucesso ou do que é justo, quem sabe num mix, um três-em-um. Ah, também não existe heroísmo sem o sofrimento.

É assim  que conseguimos a audiência. É através dessa inconstante busca que as personagens se prendem com  as adversidade imposta pelo roteirista malvado. Mas qual seria a graça de conquistar algo sem a superação? Podemos afirmar que a conquista por si só depende de uma superação, não? Não faz muito sentido objetivar alguma coisa palpável se podemos 'conquistá-la' com o esticar dos braços.

As personagens devem sim passar por adversidades para rever objetivos. E acima de tudo, apresentar isso em resultados numéricos, ibope. O consumidor é mesmo intrigante pois se identifica mais com o caótico do que o idealizado e sereno. É cansativo ler uma obra em que o próprio protagonista tem preguiça de buscar seu objetivo só de pensar no que pode vir. Tente ler 'Canoas e Marolas' da Série Plenos Pecados, edição Preguiça, e verá. É terrível. Alguém precisa entrar naquele livro pra dar um chacoalho naquele cara deitado na rede.

Gostamos de testes, de questionamentos e problemas impossíveis. Gostamos mais ainda das soluções impossíveis. Nos chocamos com a discordância, a contradição e o julgamento. Assistimos casos de família para rir. Reviravoltas nos surpreende, assim como os fins de relacionamentos. Toda essa bagunça é mais legal de ser escrita e muito mais fácil. É também mais cômico e rentável.


Agora saindo um pouco das obras literárias e televisivas, quem é o roteirista de nossa jornada? Somos nós? Isso que eu não consigo entender...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Submersão

'O mundo virtual é um mundo de relações humanas!'. 

É dessa forma que o jornalista Marcelo Tas começa o vídeo sobre o mundo virtual, na coletânea de estratégias para a vida do excelente Cpfl Cultura. Isso contradiz o pensamento de que a internet é um rede de computadores. Hoje, ainda mais nessa coluna, já observamos várias análise de nossos comportamentos na internet e essa extensão da nossas vidas, estando conectados.

Os Níveis de Submersão
Atualmente, nossas vidas não se restringem somente ao que é real e corpóreo. Hoje, temos a extensão de viver na web. É nas redes sociais que é possível 'viver' mesmo dormindo, ou até morto. Aqui, o tempo é contínuo, e realmente não pára. Quantas vezes nos intrigamos com a capacidade de algumas pessoas  passar o dia todo jogando um game online ou se relacionando pela internet? 'Será que elas não tem vida?', nos questionamos.

Controversamente, quantas vezes não percebemos quanto tempo perdemos conectados à uma rede social, a espera de notificações ou bisbilhotando a vida alheia? Será que a gente não tem vida então?! É a mesma questão que levanto aqui. Para ambos os casos, estamos envolvidos com outras pessoas seja cooperando em um RPG, ou lendo sobre suas vidas expostas na rede, deixando dessa forma tudo mais interessante. A internet serve como uma extensão da vida, mas nunca a substituirá!

Dessa forma, podemos observar que temos níveis de inserção nessa rede. Os que usam moderadamente, de nível normal, extrai, teoricamente, um ótimo proveito do intuito das redes sociais: Aproximar pessoas. Já os que estão permanentemente conectados, esperam que essa extensão seja a mais verossímil possível, e se frustra com as constantes limitações da conectividade.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Lâmpada Mágica

Dizem as más línguas que a animação de hoje já era muito popular no mundo bruxo e que nós a conhecemos depois de muitas décadas através de uma série de livros/filmes de um jovem bruxo com uma marca de raio na testa. Para os que não tiveram contato com a série, o conto pode soar como uma novidade interessante.

Pra aqueles que conseguiram um raro exemplar de 'Os Contos de Beedle, o Bardo' perdido nesse mundo, ou buscaram auxílio no que os bruxos poderiam chamar de 'penseiras', e nós, trouxamente a nomeamos de internet, sabem que o livro contém 5 clássicos contos infantis bruxos. 

O vídeo a seguir é a narração do 'Conto dos Três Irmãos', um dos cinco contos de Beedle, apresentado no Livro/Filme Harry Potter e as Relíquias da Morte, auxiliando na explicação do título e no desfecho da trama do jovem bruxo. O conto é muito simples, e poderia ser contado em uma roda de amigos com poucas palavras, inclusive por Beedle J.K. Rowling, ou em poucas páginas com ricos detalhes. No cinema, fora do papel, o conto toda formas e cores, e é encenado nas águas, em forma de animação, encaixado de forma bem sutil, desde seu início, com a pena do corvo ao corte final.

 
Visto que a ponte já é mágica, seria a morte o gênio da lâmpada dos contos dos bruxos? Outro típico conto de desejos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O Estado canino

Todos os poucos leitores desse blog devem ter percebido que a coluna que mais gosto de debater é Vida 2.0 mesmo não sendo nenhum especialista ou algo do gênero. Já o resto, é Resto. Porém, 'Relacionamentos' é outro tópico que gosto e de fácil identificação pelos leitores, sendo a nova meta para esse blog: Uma nova coluna. Por enquanto, ensaio como me sairei nesse rascunho, que também fará parte do resto, das Filosofia de Bar.

Já diziam que relacionar é um verbo complicado! Principalmente se envolver pessoas. A capacidade de pensar é o que fazem as pessoas serem tão interessante quanto são, se bem que, ultimamente, muito já vem processado, e o que era para torná-las interessantes, não é muito utilizado. A beleza do homem mora no pensar. É tão bela que chega a nos irritar.O que será que passa naquela cabeça? Aliás, o que se passa na minha cabeça?! É bem por aí! 

Também é evidente que as complicações e as maravilhas que serão apresentadas e discutidas dependem do tipo de relacionamento de que estamos falando. É relação família? É amizade, amorosa ou platônica? Ou é relacionamento hierárquico? Talvez a única certeza é que existam em todas essas formas de relação.

Nessa postagem de estréia, gostaria de comentar sobre um comportamento muito comum: o estado canino. Gosto de me referir ao cachorro para esse estado pois é bastante caricato e vem sempre ao caso: O cão sempre volta! Esse estado é comumente encontrado em começos de relacionamentos ou em relacionamentos que, devido a uma das partes, não será estruturado tão fácil. Logo, teremos o cão e o outro, uma vez que relacionar entende-se por envolver no mínimo você e mais alguém. 

Por hora, focaremos apenas no estado canino, ou seja, o relacionamento pela visão do cachorro. Acontece que ninguém escolhe estar nesse estado, visto que não é muito agradável. Ele pode surgir quando os objetivos dos envolvidos não são compatíveis, e em se tratando de relacionamento, não é nada complicado se deparar com situações assim. Exemplificarei de forma bem sacana pra não ficar somente na teoria:

 "Quem é que não tem aquele conhecido, aquele amigo(a), que constantemente reclama que fulano(a) não quer saber de nada. Não importa quantas vezes seus conselhos foram dados, a carne é fraca, e sempre se contradiz no que havia mil vezes lhe prometido quanto ao futuro daquele relacionamento". Muito bem exemplificado pelo caso, agora estamos falando a mesma língua. Como eu disse foi um exemplo bem sacana. Peguei no ramo mais comum do nosso cotidiano, todavia se enquadram todos os  outros tipos de relações, com suas implicações específicas. 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

As sete esferas

Hoje, teremos Nerdices. Muito mais que isso, essa será especial, pois também é a estréia da coluna de contribuição para o blog. O post de hoje não passou por minhas mãos. Ele foi escrito por um amigo que atende por Gluglu* (@fernando_gauglu). Ao lê-lo, perceberão que o domínio do assunto é evidente, sendo um texto de qualidade para essa simplória coluna.

"Boa Noite a quem quer que esteja lendo isso! Se você está procurando algum material de alto nível, ou possivelmente alguma coisa com leitura envolvente. Bom, pode esquecer. A última vez que escrevi qualquer tipo de texto de autoria própria foi numa redação de vestibular há mais de 3 anos (vergonhosamente)... mas é a vida, fazer o quê.

Ainda que a minha situação não seja das melhores para o ramo de blogs, ainda sim fui convidado a fazer uma análise do anime Dragon Ball Z, o qual provavelmente muitos de vocês já nó mínimo tenham ouvido falar, e muito provavelmente acrescentará alguma coisa nos nossos vastos conhecimentos nerds (minha seção favorita desse blog! (Hahaahah).

Vamos então começar. Dragon Ball Z é um mangá escrito pelo “herói” Akira Toryiama, a pessoa que conseguiu contagiar o mundo inteiro com a franquia, através de versões redubladas de animes, games eletrônicos, indústria de brinquedos, e daí pra qualquer outra coisa que algum brainstorming dos financiadores da série pudessem imaginar! Não há dúvidas que Dragon Ball Z gerou, gera e ainda continuará gerando lucros indefinidamente.

A história trata-se de uma continuação do “Dragon Ball” clássico, que narra a história da infância de Goku, o protagonista da série, na época uma criança absurdamente forte para seu tamanho e idade, que morava sozinho em uma montanha na casa do seu falecido avô com menos de 14 anos de idade. Bizarro? Ah! Esqueci de mencionar que o garoto tinha um rabo de macaco (isso mesmo! xD) e guardava um tesouro muito procurado no planeta, e por inocência Goku jamais desconfiaria disso. Trata-se de uma esfera do dragão (nome do desenho? Haha), existem 7 espalhadas ao redor do mundo, e a reunião de todas elas fariam com que o dragão Shen Long aparecesse e realizasse qualquer desejo.

Nesse episódio Goku é um aprendiz de artes marciais, e conhece amigos dos mais variados como Bulma (logo no primeiro episódio, que conta sobre as esferas e ensina muitas coisas a Goku), Yamcha (ladrão de deserto, mas boa pessoa, ajuda Goku várias vezes), Kuririn (rival de Goku, treina para ser mais forte que ele nessa fase), Mestre Kame (mestre de artes marciais de Goku e Kuririn, tarado, responsável por ensiná-los dentre várias coisas, o movimento que seria um ícone de toda uma nação nerd: KAA... MEEE... HAA... MEE... HAAAAAA!!!), dentre muitos outros. Dentre os inimigos, Goku enfrenta o exército das forças Red Ribbon e o perverso Piccolo, que tenta dominar o mundo, mas posteriormente surge como um forte aliado de Goku, já na saga Z.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mão única

Chega de estado alfa! Hoje é coluna Vida 2.0.

Com tantas coisas já falada e ainda tem mais? Sempre! Essa coluna sempre existirá enquanto estivermos conectados. Diria 'vivendo', mas não englobaria os não conectados, que ainda estão assistindo o que se passa aqui. Viver conectado às vezes é um problema. Estamos em um mundo onde a legislação não é muito clara, quem dirá a etiqueta comportamental. Isso está a anos-luz de nossas redes sociais.

Aliás, quantas formas de conectabilidade. É no bolso, na mochila, no Video-Game e na Tv. Não é de se esperar que todos tenham um mesmo ideal de conduta correta para desfrutar de tal conectabilidade. E as pessoas não compreendem isso. Digo 'pessoas' pra não apontar. Pra não dizer que sou eu ou você. Não entendemos, assim como não compreendemos o aleatório. 

Menos! O aleatório está muito enigmático do que uma simples questão de comportamento. Ok, talvez não tão simples, mas ainda uma questão de comportamento. Não entrarei na temática dos tópicos postados em Timeline que isso é polêmica internacional quando se trata do Brasil. Aliás, o Timeline é sim uma boa idéia pra próxima pauta aqui na 2.0.

Existem várias atitudes que são bastante desagradáveis na rede. Como hoje em dia rede é sinônimo de vida logo, são desagradáveis na vida também. Poderia listar n razões, mas irei optar por apresentar meu ponto de vista das situações que tenho deparado. Talvez uma a uma, daí rende mais posts, ficando assim melhor explicado e compassado.


De longe, a que eu me deparo com maior frequência é o relacionamento de mão única. É aquela coisa, só vai. Claro que depende da referência, pode ser também de 'só vem', contudo é completamente diferente. O desagradável é ser emissor sem receptor. 
A mensagem é clara, mas a coisa não volta!

Enquadramos n+1 motivos para o não retorno momentâneo, todos compreensíveis porém é a tendência que é o problema! Já dizia os filósofos de bar, que a história se repete. Neste contexto, quando se repete nasce o desagradável. Temos que criar novas técnicas para evitar esse tipo de trânsito. Questionamentos prévios para checar a vitalidade dos contatos é uma boa solução. 'Fulano?'. 

Caso a tendência seja somada com contato sem pulso, podemos afirmar: esse estado de morto-vivo também é um status de insensibilidade. Quer mais? Leia: O descomprometimento Digital

terça-feira, 17 de abril de 2012

O hexaedro

Mentalize um cubo de vidro. Grande e vistoso. Por cada face temos um portinhola redonda e pequena. Do lado de fora, é possível observar um movimentação lenta, uma sensação de estabilidade devido ao confinamento. Lá dentro, tudo é muito maleável porém fronteiras definidas. Seguem o princípio impenetrabilidade, cada um ocupa no seu espaço.

São impenetráveis perante a física, não aos olhos. Trocando de face, podemos ver que os mais transparentes possibilita enxergar o de trás. Vistos de frente por aquele momento, são como se enquadrassem. Impenetrabilidade uma Ova! Mas como eu disse é tudo em uma movimentação lenta. De dentro pra fora, todas as faces veem a mesma cor. Cor de carne!


Essas portinholas algumas vezes abrem e traz uma dinâmica para esse cubo hermético. Dizem que a portinhola de cima quando abre é sinal de que algo vai entrar, o mesmo vale pra debaixo, só que ao contrário. E quando as duas se abrem ao mesmo tempo, tudo o que se sabe é que esperam que o que for sair seja maior do que o que for entrar, daí sobra mais. As portinholas laterais quase não se abrem.

Reza a lenda que quando somente a face inferior é aberta, não é bom sinal. Será muito espaço. E nesse espaço, os que ficaram se confundem. Alguns nem ligam, mas é inevitável, serão empurrados. De fora parece um carnaval. Dentro uma incerteza Um regime transiente.

Essa é a dificuldade do desapego!

domingo, 15 de abril de 2012

Um Roteiro Nada Original

Hoje, algumas coisas voltaram ao normal!

Tive minha primeira seção de cinema sozinho depois de muito tempo. Houve uma época que era ponto, toda sexta-feira a noite, antes da programação comum de sexta-feira. Um atípico aquecimento. Seção das 20:00, Eu e minha janta, a pipoca! E o melhor, sem a opção de escolha, era quase destino. Sempre um único filme em cartaz, e sem meias voltas. 

'Um estado de verso e vácuo'
Confesso que muitas vezes julguei o livro pela capa, ou melhor, o filme pelo cartaz. O tempo me mostrou que eu tenho uma péssima intuição e nessas condições, esse era o meu espaço de estar sozinho. Como Viviane Mosé diria em a 'Prosa Patética', 'Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região. Uma imensidão onde me deito'. 'Deitar' talvez não fosse o verbo correto para o contexto, talvez um sentar, um pensar, um refletir. Isso, refletir. Esse espaço era praticamente uma terapia. Acompanhei vidas e mortes de forma empática. 

Como muitos filmes, esse post ficará fechado em aberto. Talvez por que me perdi na hora de escrever, talvez a intenção era que você se perdesse na hora de ler, ou você não entendeu muito bem do que se tratava. Acontece que foi um post relato, um post contado, um post diferente. Um roteiro nada original.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Óculos Escuros

É Filosofia de bar a pauta hoje! Decidi retomar essa coluna após conversar com um amigo, e durante essa conversa, lembrei do post As Posições das Figuras. [Clique no link e confira o texto].

Eu iniciava o post com uma referência sobre a inexistência de uma verdade absoluta. Acontece que muitos ainda não entenderam isso na prática, e insistem afirmar que 'o que lhe cerca' é o mundo, e não 'a sua concepção de mundo'. É tamanho egoísmo esse pensar, que se o mundo que eu vejo e escuto é o mundo de verdade, eu tenho a capacidade de distinguir o que é e não é. Como se a realidade do outro fosse igual ao minha. fosse não, 'é'.

Será que falta empatia? Colocando-se no lugar do outro, melhora as coisas? Insistimos em desvalorizar aquilo que não conhecemos, que não temos acesso ou que simplesmente soa estranho aos nossos olhos. E Qual olhos você tem?! Você consegue ler aquela placa ali na frente? Sim?! E seu amigo aí do lado? Não?! E ainda acha que o que você vê é a verdade? ou seria a sua verdade, a sua concepção de mundo?

Não sei por que ainda insistem em dizer que o Brasil é tão grande.
É um raciocínio tão simples, mas muitas vezes impraticável. Quantas intrigas não seriam evitadas se analisássemos os fatos sob uma ótica diferente? Uma visão panorâmica, uma de dentro pra fora, uma do lado de lá e outra do lado de cá. Sacou? Compreender que a concepção do outro é diferente é o caminho mais curto para a aceitação de uma opinião contrária. 

Quem vive de óculos escuros, nunca estará apto para dialogar.

terça-feira, 10 de abril de 2012

A corrida do Salmão

Estava devendo um post na coluna de animação há um bom tempo, e buscando hoje, me lembrei desse vídeo.

Um Clássico das animações Disney mais recente, Irmão Urso (2003), é muito divertido e deve ter sido uns dos últimos longas em desenho animado comum que assisti, ou seja, sem toda a parafernália da computação gráfica. O filme, pra quem não assistiu, conta a história de Koda, um urso órfão, que encontra na sua jornada o Kenai, um nativo que por um efeito dos espíritos ancestrais (?) e muito sentimentalismo na jogada, o transforma em urso para puní-lo. Ou quase isso.

O legal de Irmão Urso é que você se diverte com piadas inocentes e aprecia o excelente elenco que estão dublando os personagens, dentre eles, Selton Melo, Luiz Fernando Guimarães e Marco Nanini. O filme também contém várias músicas para ajudar no desenrolar da trama, e a minha preferida, e provavelmente do Kenai também é 'On my way'.

Kenai, inconformado com a situação que se encontrava, não suportava o pequeno urso carente, o que não perduraria por muito tempo.


Que Koda sirva de inspiração para seguir sua jornada ao meio tantas adversidades.

Onipresença

Estive Ausente esses últimos dias! 

Se bem que essa ausência é relativa. Se ainda estivéssemos na vida1.0 talvez seria uma ausência quase absoluta, mas não estamos. Viajei, e ao contrário da maioria, não passei a páscoa ao lado de família e de amigos de infância. Estive também Ausente no blog pois era praticamente impraticável (?) redigir atualizações naquela situação, mas foi fonte de inspiração para vários posts.

Acontece que no meio de tanto isolamento algumas rede Wi-fi ainda abrem a janela para o outro mundo. Podemos espiar, ver o que está acontecendo do lado de lá, curtir, comentar e compartilhar. Usamos essas pequenas brechas no espaço para atualizarmos nossa Linha do Tempo, ou em 140 caracteres divulgar o que está se passando. São esses momentos que nos aproximamos novamente e a ausência por instante fica menor.

A ligação tradicional pra mim hoje serve como recado e cordialidade. 'Cheguei bem'. 'Tá tudo Ok'. 'Tá chovendo muito aqui, e aí?' 'Sexta-feira, to chegando em casa, quem vai me buscar lá?'. É muito tradicional. Com a tecnologia em nossas mochilas e bolsos, por que não usá-la a nosso favor?

Hoje temos a possibilidade do compartilhamento de imagens no instante. É o 'bater' e o 'Postar', assim tão próximos quanto escrito nessa mesma frase. Pra mim, adepto, vale muito mais que a cordialidade do telefone. Como eu queria ver a foto da minha família toda reunida no churrasco de páscoa no instante em que tinha acabado de sair a carne, ou cortado o bolo. Eu poderia ver no rosto de cada um como estão bem, e felizes, ou não.

Da mesma forma, acredito que meus compartilhamentos vale para suprir minha ausência. Quero que todos ao ver, sinta o que estou sentindo. Ou o que estou vendo, ou ouvindo. Talvez aquilo que eu não consiga passar por um telefone, esteja expresso ali na minha cara, na minha frente, ao meu lado. 

Se eu estou compartilhando pra você tem como eu não estar aí, presente? 

domingo, 1 de abril de 2012

Os Corredores Semanais

Domingo é um ano novo semanal.

É aquele momento que (re)avaliamos o que aconteceu no nosso final de semana e também o que deixou de acontecer. Caso você tenha feito nosso exercício para adquirir o escudo de Sêneca para esses dias, você sobreviveu muito bem. Veja o que é e como adquirir esse escudo!

Um bom domingo mesmo implica em querer mudar nossas atitudes antes de segunda-feira. É aquele coisa de não vou comer mais doce, beber refrigerante, entrar na academia só que um pouco mais cômico. Não é? Qual foi sua decisão hoje? Vai começar a estudar todo dia?

A segunda-feira marca o início de 5 dias engessados. A gente tenta querer fazer algo diferente mas sempre temos n outras coisas que damos prioridade. É rapaz, é a rotina. É como se fosse um muro que nos guiasse até  a sexta-feira a noite, e de lá até o domingo, temos no lugar de muro, uma cerquinha. Furada, de arame e baixa.O muro é alto, mas deixa a luz passar. As vezes vemos sombras, espiamos por um buraquinho aqui e outro ali, e se bobear, esquecemos que tem vida do outro lado. Domingo é o dia que a gente lembra de novo desse longo trajeto. 

Só de pensar que iremos passar alguns dias caminhando em raias já enjoa alguns antes de começar. Um bom domingo mesmo deveria ser aquele que não relembramos do nosso trajeto de amanhã, mas sim de quantas visões tivemos nesses últimos 2 dias. De quantos momentos saltamos sobre a raia para o lado de lá e desfrutamos de momentos legais, de coisas que só temos tempo pra fazer nos sábados, por exemplo. Temos nesses dias a possibilidade de escolha mais que tangível. Ela vai desde o que almoçar até o que beber antes de ver os amigos.

Um bom final de semana implica em um domingo diferente. Um domingo leve e que cheira bem. Já vemos o muro mais uma vez, mas ele está até mais baixo, ou um pouco mais transparente. Ou são meus olhos que ainda estão acostumados com a liberdade entre arames. Seria o segredo de uma boa semana conseguir transformar o corredor que te guia nesses próximos dias?

quinta-feira, 29 de março de 2012

Tirando onda

O primeiro post da coluna Vida 2.0 eu comentava sobre o enfraquecimento do messenger e que o meu estava morrendo. [Meu Messenger está morrendo]. Em meio a isso, comentei que havia oficializado a morte do meu orkut, e isso seria assunto para um novo post. Cá estamos nós.

Como toda perda, em algum momento essa será relembrada. Isso se aplica a relacionamentos, a entes queridos, a objetos e, nesse caso, redes sociais. O Orkut essa semana me fez falta. Por mais completo que a alternativa nos apresenta, ele possuía seus diferenciais. Acredito que seja esse o motivo pelo qual as pessoas ainda não desistiu dele.

Havia uma época em que redes sociais no Brasil era novidade, e nesse meio, o orkut despontou. Talvez o motivo seja o próprio português. O site de relacionamento já disponibilizava o acesso da página em português, o que proporcionou o uso em massa dos brasileiros que estavam tendo os primeiros contatos com internet e relacionamento virtual com um todo. Talvez. A concorrência ainda estava no exterior, com páginas em inglês.

Hoje o Orkut é vinculado como um serviço do Google, dentre vários, como é o caso do Blogger. O google está desenvolvendo outra rede social, o google +, que até onde estou informado não tem muita adesão de brasileiros.  O Google injetou esforços no Orkut, criou selos que premiava os usuários, chats com famosos, alterou o formato do 'feed de notícias', proporcionou fundos coloridos e com texturas para cada usuário personalizar sua página, mas mesmo assim teve problemas com a migração para o facebook. Que também é assunto para outro post. Agora voltemos para minha saudade.

Como para muitos, o orkut foi meu primeiro local para uma vida virtual. Peguei a onda do maior número de scraps, a onda de apagar scraps, a onda da porcentagem de sexy e fã que cada perfil merecia, a da criação de comunidade para amigos, a de monitor de comunidade, dentre muitas outras. O orkut criava e descria ondas, várias. Vemos ondas no facebook atualmente, mas o novo era o que nos atraía. Acima de tudo, os Grupos não são Comunidades, esse é o principal diferencial. É o que me fez lembrá-lo e que faz muitos  ainda mantê-lo. 


Quais outros diferenciais o orkut apresenta que ainda o faz de sua rede social?