Não há intenção de se ter bons textos.
Boas formas, palavras finas, rimas ricas, não há.
Temos aqui, o que temos cá.
Um devaneio, uma falta de ar, um diálogo fluido, um descaminhar, um passo apressado, um pensamento voado, um tic tac, um embaralhar.
Intenção, intenção... não há.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
Outroisas
Uma retrospectiva, por favor.
Esqueci de você e não foi a primeira vez que lhe disse isso. Mas também me esqueci de mim e você não me cobrou. Melhor, vocês não me cobraram.
Esqueci de como é olhar para essa tela branca na penumbra da noite, iluminado apenas pela luz no notebook e ao vento de um ventilador 'não-concordativo'.
Esqueci de você que olha para essa tela branca na penumbra da noite, iluminado pela luminária dobrável preta-escritório e à brisa de um ar condicionado concordativo.
Esqueci de você tela branca, que ganha forma com a rebeldia dos dedos e cavalgar de um jovem desorientado.
Esquecer é preencher-se com outrem. Nesse caso, com outroisas. Essas, borbulhantes querendo sair, querendo sair, querendo forma, tinta e papel.
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Fico devendo legenda |
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