quinta-feira, 29 de março de 2012

Tirando onda

O primeiro post da coluna Vida 2.0 eu comentava sobre o enfraquecimento do messenger e que o meu estava morrendo. [Meu Messenger está morrendo]. Em meio a isso, comentei que havia oficializado a morte do meu orkut, e isso seria assunto para um novo post. Cá estamos nós.

Como toda perda, em algum momento essa será relembrada. Isso se aplica a relacionamentos, a entes queridos, a objetos e, nesse caso, redes sociais. O Orkut essa semana me fez falta. Por mais completo que a alternativa nos apresenta, ele possuía seus diferenciais. Acredito que seja esse o motivo pelo qual as pessoas ainda não desistiu dele.

Havia uma época em que redes sociais no Brasil era novidade, e nesse meio, o orkut despontou. Talvez o motivo seja o próprio português. O site de relacionamento já disponibilizava o acesso da página em português, o que proporcionou o uso em massa dos brasileiros que estavam tendo os primeiros contatos com internet e relacionamento virtual com um todo. Talvez. A concorrência ainda estava no exterior, com páginas em inglês.

Hoje o Orkut é vinculado como um serviço do Google, dentre vários, como é o caso do Blogger. O google está desenvolvendo outra rede social, o google +, que até onde estou informado não tem muita adesão de brasileiros.  O Google injetou esforços no Orkut, criou selos que premiava os usuários, chats com famosos, alterou o formato do 'feed de notícias', proporcionou fundos coloridos e com texturas para cada usuário personalizar sua página, mas mesmo assim teve problemas com a migração para o facebook. Que também é assunto para outro post. Agora voltemos para minha saudade.

Como para muitos, o orkut foi meu primeiro local para uma vida virtual. Peguei a onda do maior número de scraps, a onda de apagar scraps, a onda da porcentagem de sexy e fã que cada perfil merecia, a da criação de comunidade para amigos, a de monitor de comunidade, dentre muitas outras. O orkut criava e descria ondas, várias. Vemos ondas no facebook atualmente, mas o novo era o que nos atraía. Acima de tudo, os Grupos não são Comunidades, esse é o principal diferencial. É o que me fez lembrá-lo e que faz muitos  ainda mantê-lo. 


Quais outros diferenciais o orkut apresenta que ainda o faz de sua rede social?

domingo, 25 de março de 2012

Soprando Fitas

É o seguinte, tem hora que o jogo pede pra gente abrir mão de algumas coisas! Quando chegamos nesse ponto  é o momento de decisão, que caí sobre o objetivo de nossa jornada. Seria zerar de forma mais rápida superando todos os desafios de formas habilidosas que chegam a assustar? Seria desvendar cada canto ou experiência em busca de todas as moeda, atalhos, bônus e itens? Ou então ponderar as fases chatas com a forma rápida e as legais, jogando, jogando e jogando?

Como eu disse, meu amigo, meu leitor(a), vai de objetivo. Não sei se zerar de forma mais rápida seja uma opção muito interessante para nosso o jogo. É como se tanto trabalho não fosse reconhecido, tanto empenho de terceiros em vazio. O melhor do jogo não é terminá-lo mas curtí-lo no ritmo correto. Terá sim seus desafios que gostaríamos de pular, de chegar logo do outro lado, de levantar a bandeira e ver os jogos explodindo, mas não é bem assim né. 

Por que então não desvendarmos cada canto desse fase também? Tem gente que adora ela, afinal alguém a criou, né não? Imagina que no meio de tanta coisa que você detesta, tenha bônus, itens, atalhos que ajudaram em sua jornada como um todo, ela não ficou um pouquinho mais atraente agora? Basta só você cair pra dentro pra aproveitar.

Mas eu repito, vai de objetivo. Ás vezes, seria melhor se eu nem tivesse começado a jogar. Seria o caso de abrir mão de um jogo todo? O que faz a gente abrir mão é mesmo o chefão? ou o caminho que até ele? 
Se você pensa que abrir mão do objetivo é extremamente mais fácil do que conquistá-lo é onde você se engana. Desistir é decidir por não continuar, é assumir novas condutas, mesmo que seja a de não jogar mais. É nova posição, nem sempre funciona como um on/off ou 0/1. Existe meio acordado e também o 0.5, o 0.25, 0 .125. Também é um novo jogo. 

Quando o jogo chegar no ponto da decisão, reavalie sua missão! Abrir mão é retirar o jogo, abrir a caixa de fitas, olhar, olhar, pegar uma, soprar e voltar a jogar. Às vezes, esse processo leva muito tempo. Ficamos desorientados a procura de um novo jogo, até parece que estamos vivendo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Escudo de Sêneca

Sexta-feira, 17:05, estou escrevendo um post que irá mudar o rumo do seu final de semana. Sente o sensacionalismo! Acabei de verificar o histórico de postagens visto que sempre tive a ideia de já ter postado algo sobre o assunto, mas estava errado.

O tópico de hoje vem de uma série televisiva britânica chamada: Philosophy: A guide to Happiness. Evidente que a partir do nome podemos concluir que é uma série que nos guia para a felicidade. Ou pelo menos tenta. O interessante que a forma com ela conduz a discussão é bem legal. A cada episódio, ela apresenta um filósofo que traduz um ideal para que minimizássemos o sofrimento de causas diversas do cotidiano.

Sexta-feira é a porta de entrada do final de semana, sendo assim nada mais legal de que recheá-la com expectativas. Preciso falar o que expectativas geram? Acho que você, eu e outro já sabe. Nunca é bom viver muito de expectativas né. Logo, Sêneca já apresentava um técnica para lidarmos com essas nossas expectativas.

Que o mundo acabe em água!
No decorrer do episódio, vamos sendo apresentado a todo o embasamento de seu pensamento que na prática nos indica a viver um pessimismo consciente antes de iniciarmos o dia, ou no caso, o final de semana. Sêneca defende que se fomos mais realistas conosco mesmo, evitando idealizações e expectativas em excesso, sairemos melhor com as adversidades. Eu concordo.

Estou agora já refletindo comigo mesmo que esse final de semana não será um dos melhores, que a festa de hoje e amanhã não estará lotada, que a cerveja estará quente, poucos amigos meus irão. Meu laboratório de sábado a tarde vai ser massante, o filme que irei assistir vai ser chato e a pipoca estará murcha. Ou algo do tipo. Pronto, agora é só esperar pra ver se funciona.

Seguindo a linha de Sêneca, só de me conscientizar sobre as possíveis frustrações antes da hora já serve de escudo para quando encará-las, caso elas realmente estejam lá. Se não estiver, será ainda melhor visto que já estou preparado pra me divertir e descansar com muito menos.

Tente fazer você também, comente o post de como será seu final de semana, tipo um exercício e garanta seu escudo.

Atualizado: Segue o Link do vídeo pelo youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=hJ0g7IKWG7E 

domingo, 18 de março de 2012

Uma fonte de Pérolas

A coluna 'Pé da Letra' depende de fatores externos. Não chega às condições climáticas mas, digamos que depende sim de ambiente, o físico. É suscetível a círculos sociais que você frequenta, afinal de contas, fico na dependência de ouvir algo para lembrar e fazê-lo de pauta.

Nessa onda, observo muito como as pessoas se comportam a comentar coisas que não as agradam, ou não concordam. Basicamente, nesse tipo de situação muitas frase clichê podem surgir, e uma que eu sempre faço questão de prestar mais atenção na conversa quando alguém fala é: 'Não tenho nada contra mas, ...'.

Reparem mais na sequência do discurso após essa frase, é tão engraçado! Pelo menos eu acho engraçado. As pessoas dão conta de 'tentando serem mais educadas ou calmas', piorar a coisa toda. É uma capacidade incrível.

Mas às vezes também eu me questiono a capacidade das pessoas de conversarem de forma sensata. Ou melhor dizendo 'de conversar.' Alguém que chega ao ponto de usar 'Não tenho nada contra mas,...' em uma conversa merece destaque. Aquele 'mas' na frase é pra indicar a certeza de que vai vir pérola (em 3, 2, 1 ...) no bate papo. É certeza. 

Uma dica pra quando você estiver nessas conversas é rebater. Rebater de forma pesada: use um 'É bem a sua cara mesmo'. É porrete. Vocês já conhecem o efeito dessa expressão para o ouvinte, sob meu ponto de vista. O efeito dessa frase pros demais da roda é outro, é algo assim, você venceu o debate e o outro é o perdedor. Não é? Se já temos vencedor, é a oportunidade de você poupar os demais, e a si mesmo, e alterar o assunto pra algo comum. Não tenho nada contra quem gosta de ficar ouvindo merda desconexas ou pontos de vistas muito turvos, mas é coisa pra perdedor!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Eles são demais!

Esse post data 13 anos atrás, direto de 1999! Vem de um resgate do fundo da minhas referências de infância e para a seção Nerdices. Só os fortes lembrarão: Digimon!

Lembro do boatos que rolava naquela época em que a TV era nosso principal meio de entretenimento. Todos estavam na onda do Pokémon, que era exibido pela Rede Record, e do nada, a globo estava anunciando um novo desenho animado em sua rede matinal, o Digimon. Devido ao nome parecido, devido se tratar também de criaturas mostrengas que evoluem digivolvem, o público ficou com um pé atrás com a novidade. 

Era um confronto, porém não direto. Os desenhos não entram no ar ao mesmo tempo, logo é mais que evidente que eu, você e todos os leitores dessa coluna, vimos os dois. Não só vimos como decoramos todos os nomes dos 150 Pokémons + os trocentos Digimons! :)

Para lembrar essas aventuras da infância, encontrei um vídeo em boa qualidade da abertura da primeira temporada de Digimon, que merece ser assistido e comentado.


0:03 - 0:14, é uma entrada muito bem sacada, visto que digimon passa no mundo digital;
0:21, é a Angélica quem canta!
0:33, É a única digivolução que não tem nada a ver, coitado do Izzy.

Agora se você já leu o texto, e viu o vídeo, merece ter acesso a o link nerd secreto:
Vejam essa versão muito Central Globo de Produções com a Angélica na abertura, e a introdução ao fundo. Vale muito conferir:

Abertura Digimon + Angélica