sábado, 5 de janeiro de 2013

Dois mil e sete

Você encontrará tesouros limpando suas coisas.

São relíquias, fragmentos da nossa história e sujeira. O destaque desse ano foi para um Laudo Psicológico do autor desse blog, realizado em 2007. Sim, eu tenho um Laudo Psicológico!

Não, eu não fui a uma psicóloga! Ela que veio até mim, ou melhor até nós. A oportunidade surgiu durante a conclusão do ensino médio, no auge dos meus dezessete anos, onde toda a turma poderia consultar da disciplina optativa para o autoconhecimento e orientação vocacional. De fato, uma proposta bastante interessante para o contexto do ano letivo.

Cinco anos depois, concluído meu curso de graduação, reencontrar esse laudo foi bem legal. Nesse tempo todo morei sozinho, fui pro exterior, aprendi com o coletivo e embarquei em muitas aventuras com os amigos. Todo esse período foi fundamental para a compreensão do si e de mundo e lendo novamente o documento, cheguei a conclusão que a psicóloga, embasada por sua metodologia, me conheceu profundamente antes mesmo de mim.

Dividido em histórico de vida e perfil psicológico, o laudo de duas páginas apresenta gráficos quantitativos e uma descrição detalhada sobre as atividades realizadas. Venho aqui eternizar partes desse documento para que ele seja outra vez uma surpresa quando reencontrar com esse texto na posteridade. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ritual

É como estar em transe. Talvez, um sinônimo. 

Não posso garantir com tanta veracidade pois realmente não sei quais os sintomas de tal estado. Acontece que chega um momento que se faz necessária uma canalização. Canalizar é acima de tudo a condensação e o escoamento do contínuo, da agitação. O produto é uma escultura de um complexo fluxo do formigamento cerebral.

Adicione um pouco de recomeço, de inspirações e uma pitada de fé renovada. Um delicioso turbilhão compreensível nessa época entretanto, há dias em que as coisas não se desprendem e eis aqui uma das  minhas soluções. 

Ancorar pensamentos é um descanso, uma terapia. Um ritual alvejante necessário. 

Feliz 2013, dzinteresses e dzinteressados

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Estação 4-5

Certo dia usaram a palavra 'inquieto' para me definir, e foi onde tudo começou.

De súbito, foi algo que concordei no ambiente formal que encontrávamos, mas era uma palavra Inédita. Nunca havia utilizado tal termo para o contexto. Nosso vocabulário aparenta se restringir nesse momentos descritivos. Cai e soa tão bem.

In.qui.e.to - 1. Que não está quieto. 2. Agitado, oscilante. 3. Que nunca pára. 4. Apreensivo. 5. Perturbado. 6. Turbulento
Nunca parar, apresentar-se agitado e turbulento não são as melhores variações dos sinônimos para mim nessa época do ano. Natal, Ano novo e suas vésperas são sim datas bastante conturbadas, mas as demais, incluindo o interminável mês de janeiro, não.

Ao menos que você trabalhe, estude numa universidade federal ou viaje, seus dias exigirão muito de sua criatividade para não ficar entediado. Os listados terão muitas outras coisas para fazer, inclusive a tradicional celebração da chegada do final de semana. É um trabalho temporário de reinvenção, de procurar soluções para o dia-a-dia, e fazer novos interesses. Se treinada, nobre oportunidade.

Ainda assim, é difícil ser inquieto nas férias, ou diria no desemprego? É muito tempo para se ter pressa ou dia longos demais para não quietar e por a agitação em modo off. Turbulência em condições propícias ao não dinamismo?  Férias é Stop; é parada obrigatória! Pensando sinceramente sobre ela, tal menina só não me descaracteriza por possibilitar o estado 4, 5 da palavra. Uma variação no significado do ser, como uma estação pessoal que chegou junto com o verão.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

zum

Em pé e exposto, o tempo brinca
o suspiro primeiro se estende no instante
- eis chegado.

O início e o fim de mãos dadas,
com um durante míope, centrado e
purificador

Um compartilhar do voo temporal
em ritmo, 
em som,
em vida.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cigarro

A derrota é mais um tipo cigarro!

O gosto da derrota é o que deixa o sorriso amarelo!

Trêmulo, Ele brinca de espantar a cara de insatisfação e serve de resposta a compaixão dos outros, à empatia momentânea. Uma expressão sincera da insinceridade dos nossos sentimentos.