domingo, 13 de maio de 2012

O estado de Latência

Está aberta oficialmente a nova coluna desse blog!

O Estado Canino foi o que eu chamei de rascunho piloto pra esse nova frente e vale a pena ser lido pois o de hoje é parecido, porém sob perspectiva diferente. No piloto, para você preguiçoso que não quis ler, usa da animalização para retratar um tipo de relacionamento. Aquele do seu amigo(a), primo(a) ou seu. A incessante tentativa da conquista pelo entretenimento.

É um tipo de relacionamento complicado. Sabemos quando não somos aceitos e fica evidente. Acontece que o outro, visto que é a visão dele agora, não quer deixar claro. Teme a nitidez. Chamar o outro de adestrador cai bem. O adestrador gosta de brincar de amanhã e o hoje não faz sentido. O pobre cão quer resultados, busca bolinha ou graveto e vive o presente. Há aí uma incongruência.

Haverá um ponto de inflexão.
O adestrador nunca está preparado. Gosta também de pensar, mexer com lógica em algo nada exato. Será que ele não percebeu que precisa se envolver pois a bolinha não é lançada sozinha? Ele acaba como gargalo da relação e sabe disso. A única ação que faz é usar seus truques para satisfazer momentaneamente o animal. É como é sábio.

Na prática, rola aquela história de que quando um não quer, dois não vão. É por aí. Mas e aí, esses estados têm solução? Todos já brincamos de adestrar alguém. Alimentar um contato com palavras vazias e cultivá-lo pra vida é melhor do que descartá-lo. É a nossa insegurança nos dizendo que podemos sim ficar sem nada. Somos na verdade vulneráveis.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Uma vida em Linha

Eventualmente o excesso de conhecimento nos distancia ao invés de nos aproximar daquilo que pode ser conhecido.

Na coluna Vida 2.0 de hoje, começo com uma frase que recebi no comentário da postagem sobre a Mão Única, também nessa mesma coluna. Primeiramente, eu recebo sim comentários esporádicos em meus posts! O comentário sugeria que eu escrevesse sobre o Timeline do facebook o qual uso desde sua criação, há algum tempo atrás. Logo, esse post é para você, que ainda se questiona se deve ou não passar por tal adaptação, e a minha resposta é SIM!

'Um foto grande'! É isso que passa na cabeça do usuário que desconhece o Timeline. Grande não, ENORME. E em caixa alta. Uma cover photo. Em segundo lugar, eu não tenho uma foto pra colocar de Timeline. Em terceiro lugar, não tem como voltar pro normal depois de instalado o Timeline. É dessa forma, três simples passos que representam a linha de raciocínio dos não adeptos.


É realmente necessário afirmar que a Linha do tempo é mais que isso?! Sim! Sim, pois esses três passos pra mim são argumentos clichês e se faz necessário usar um argumento mais clichê ainda pra derrubar outros três primeiros. Brincadeiras a parte, o post irá discutir o uso de uma ferramenta moderna, porém muito polêmica no facebook. 

As tomadas de decisões do facebook são feitas com muitas projeções para  futuro, e o timeline foi uma delas. Você pode recordar e comparar o uso de outras redes sociais quanto à busca de histórico de informações, como é que funciona? Bom, a verdade é que não funciona. É braçal! É basicamente através do botão voltar, voltar e voltar. No twitter, através de do carregamento infinito de tweets antigos e no facebook tradicional, através das 'postagens mais antigas'. Repito, braçal!

sábado, 5 de maio de 2012

Reticências

Antes a bagunça e alguns conflitos do que o ócio aliado ao tédio. 

Um seriado de Tv ou uma boa leitura, daqueles que te prendam, dependem de algumas artimanhas para instigar e testar tanto os leitores quanto as personagens. Vai do roteirista prover tais situações que dinamizam toda a trama. Ter mocinho implica na busca do prazer, do sucesso ou do que é justo, quem sabe num mix, um três-em-um. Ah, também não existe heroísmo sem o sofrimento.

É assim  que conseguimos a audiência. É através dessa inconstante busca que as personagens se prendem com  as adversidade imposta pelo roteirista malvado. Mas qual seria a graça de conquistar algo sem a superação? Podemos afirmar que a conquista por si só depende de uma superação, não? Não faz muito sentido objetivar alguma coisa palpável se podemos 'conquistá-la' com o esticar dos braços.

As personagens devem sim passar por adversidades para rever objetivos. E acima de tudo, apresentar isso em resultados numéricos, ibope. O consumidor é mesmo intrigante pois se identifica mais com o caótico do que o idealizado e sereno. É cansativo ler uma obra em que o próprio protagonista tem preguiça de buscar seu objetivo só de pensar no que pode vir. Tente ler 'Canoas e Marolas' da Série Plenos Pecados, edição Preguiça, e verá. É terrível. Alguém precisa entrar naquele livro pra dar um chacoalho naquele cara deitado na rede.

Gostamos de testes, de questionamentos e problemas impossíveis. Gostamos mais ainda das soluções impossíveis. Nos chocamos com a discordância, a contradição e o julgamento. Assistimos casos de família para rir. Reviravoltas nos surpreende, assim como os fins de relacionamentos. Toda essa bagunça é mais legal de ser escrita e muito mais fácil. É também mais cômico e rentável.


Agora saindo um pouco das obras literárias e televisivas, quem é o roteirista de nossa jornada? Somos nós? Isso que eu não consigo entender...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Submersão

'O mundo virtual é um mundo de relações humanas!'. 

É dessa forma que o jornalista Marcelo Tas começa o vídeo sobre o mundo virtual, na coletânea de estratégias para a vida do excelente Cpfl Cultura. Isso contradiz o pensamento de que a internet é um rede de computadores. Hoje, ainda mais nessa coluna, já observamos várias análise de nossos comportamentos na internet e essa extensão da nossas vidas, estando conectados.

Os Níveis de Submersão
Atualmente, nossas vidas não se restringem somente ao que é real e corpóreo. Hoje, temos a extensão de viver na web. É nas redes sociais que é possível 'viver' mesmo dormindo, ou até morto. Aqui, o tempo é contínuo, e realmente não pára. Quantas vezes nos intrigamos com a capacidade de algumas pessoas  passar o dia todo jogando um game online ou se relacionando pela internet? 'Será que elas não tem vida?', nos questionamos.

Controversamente, quantas vezes não percebemos quanto tempo perdemos conectados à uma rede social, a espera de notificações ou bisbilhotando a vida alheia? Será que a gente não tem vida então?! É a mesma questão que levanto aqui. Para ambos os casos, estamos envolvidos com outras pessoas seja cooperando em um RPG, ou lendo sobre suas vidas expostas na rede, deixando dessa forma tudo mais interessante. A internet serve como uma extensão da vida, mas nunca a substituirá!

Dessa forma, podemos observar que temos níveis de inserção nessa rede. Os que usam moderadamente, de nível normal, extrai, teoricamente, um ótimo proveito do intuito das redes sociais: Aproximar pessoas. Já os que estão permanentemente conectados, esperam que essa extensão seja a mais verossímil possível, e se frustra com as constantes limitações da conectividade.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Lâmpada Mágica

Dizem as más línguas que a animação de hoje já era muito popular no mundo bruxo e que nós a conhecemos depois de muitas décadas através de uma série de livros/filmes de um jovem bruxo com uma marca de raio na testa. Para os que não tiveram contato com a série, o conto pode soar como uma novidade interessante.

Pra aqueles que conseguiram um raro exemplar de 'Os Contos de Beedle, o Bardo' perdido nesse mundo, ou buscaram auxílio no que os bruxos poderiam chamar de 'penseiras', e nós, trouxamente a nomeamos de internet, sabem que o livro contém 5 clássicos contos infantis bruxos. 

O vídeo a seguir é a narração do 'Conto dos Três Irmãos', um dos cinco contos de Beedle, apresentado no Livro/Filme Harry Potter e as Relíquias da Morte, auxiliando na explicação do título e no desfecho da trama do jovem bruxo. O conto é muito simples, e poderia ser contado em uma roda de amigos com poucas palavras, inclusive por Beedle J.K. Rowling, ou em poucas páginas com ricos detalhes. No cinema, fora do papel, o conto toda formas e cores, e é encenado nas águas, em forma de animação, encaixado de forma bem sutil, desde seu início, com a pena do corvo ao corte final.

 
Visto que a ponte já é mágica, seria a morte o gênio da lâmpada dos contos dos bruxos? Outro típico conto de desejos.