Está aberta oficialmente a nova coluna desse blog!
O Estado Canino foi o que eu chamei de rascunho piloto pra esse nova frente e vale a pena ser lido pois o de hoje é parecido, porém sob perspectiva diferente. No piloto, para você preguiçoso que não quis ler, usa da animalização para retratar um tipo de relacionamento. Aquele do seu amigo(a), primo(a) ou seu. A incessante tentativa da conquista pelo entretenimento.
É um tipo de relacionamento complicado. Sabemos quando não somos aceitos e fica evidente. Acontece que o outro, visto que é a visão dele agora, não quer deixar claro. Teme a nitidez. Chamar o outro de adestrador cai bem. O adestrador gosta de brincar de amanhã e o hoje não faz sentido. O pobre cão quer resultados, busca bolinha ou graveto e vive o presente. Há aí uma incongruência.
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| Haverá um ponto de inflexão. |
O adestrador nunca está preparado. Gosta também de pensar, mexer com lógica em algo nada exato. Será que ele não percebeu que precisa se envolver pois a bolinha não é lançada sozinha? Ele acaba como gargalo da relação e sabe disso. A única ação que faz é usar seus truques para satisfazer momentaneamente o animal. É como é sábio.
Na prática, rola aquela história de que quando um não quer, dois não vão. É por aí. Mas e aí, esses estados têm solução? Todos já brincamos de adestrar alguém. Alimentar um contato com palavras vazias e cultivá-lo pra vida é melhor do que descartá-lo. É a nossa insegurança nos dizendo que podemos sim ficar sem nada. Somos na verdade vulneráveis.

