domingo, 15 de abril de 2012

Um Roteiro Nada Original

Hoje, algumas coisas voltaram ao normal!

Tive minha primeira seção de cinema sozinho depois de muito tempo. Houve uma época que era ponto, toda sexta-feira a noite, antes da programação comum de sexta-feira. Um atípico aquecimento. Seção das 20:00, Eu e minha janta, a pipoca! E o melhor, sem a opção de escolha, era quase destino. Sempre um único filme em cartaz, e sem meias voltas. 

'Um estado de verso e vácuo'
Confesso que muitas vezes julguei o livro pela capa, ou melhor, o filme pelo cartaz. O tempo me mostrou que eu tenho uma péssima intuição e nessas condições, esse era o meu espaço de estar sozinho. Como Viviane Mosé diria em a 'Prosa Patética', 'Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região. Uma imensidão onde me deito'. 'Deitar' talvez não fosse o verbo correto para o contexto, talvez um sentar, um pensar, um refletir. Isso, refletir. Esse espaço era praticamente uma terapia. Acompanhei vidas e mortes de forma empática. 

Como muitos filmes, esse post ficará fechado em aberto. Talvez por que me perdi na hora de escrever, talvez a intenção era que você se perdesse na hora de ler, ou você não entendeu muito bem do que se tratava. Acontece que foi um post relato, um post contado, um post diferente. Um roteiro nada original.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Óculos Escuros

É Filosofia de bar a pauta hoje! Decidi retomar essa coluna após conversar com um amigo, e durante essa conversa, lembrei do post As Posições das Figuras. [Clique no link e confira o texto].

Eu iniciava o post com uma referência sobre a inexistência de uma verdade absoluta. Acontece que muitos ainda não entenderam isso na prática, e insistem afirmar que 'o que lhe cerca' é o mundo, e não 'a sua concepção de mundo'. É tamanho egoísmo esse pensar, que se o mundo que eu vejo e escuto é o mundo de verdade, eu tenho a capacidade de distinguir o que é e não é. Como se a realidade do outro fosse igual ao minha. fosse não, 'é'.

Será que falta empatia? Colocando-se no lugar do outro, melhora as coisas? Insistimos em desvalorizar aquilo que não conhecemos, que não temos acesso ou que simplesmente soa estranho aos nossos olhos. E Qual olhos você tem?! Você consegue ler aquela placa ali na frente? Sim?! E seu amigo aí do lado? Não?! E ainda acha que o que você vê é a verdade? ou seria a sua verdade, a sua concepção de mundo?

Não sei por que ainda insistem em dizer que o Brasil é tão grande.
É um raciocínio tão simples, mas muitas vezes impraticável. Quantas intrigas não seriam evitadas se analisássemos os fatos sob uma ótica diferente? Uma visão panorâmica, uma de dentro pra fora, uma do lado de lá e outra do lado de cá. Sacou? Compreender que a concepção do outro é diferente é o caminho mais curto para a aceitação de uma opinião contrária. 

Quem vive de óculos escuros, nunca estará apto para dialogar.

terça-feira, 10 de abril de 2012

A corrida do Salmão

Estava devendo um post na coluna de animação há um bom tempo, e buscando hoje, me lembrei desse vídeo.

Um Clássico das animações Disney mais recente, Irmão Urso (2003), é muito divertido e deve ter sido uns dos últimos longas em desenho animado comum que assisti, ou seja, sem toda a parafernália da computação gráfica. O filme, pra quem não assistiu, conta a história de Koda, um urso órfão, que encontra na sua jornada o Kenai, um nativo que por um efeito dos espíritos ancestrais (?) e muito sentimentalismo na jogada, o transforma em urso para puní-lo. Ou quase isso.

O legal de Irmão Urso é que você se diverte com piadas inocentes e aprecia o excelente elenco que estão dublando os personagens, dentre eles, Selton Melo, Luiz Fernando Guimarães e Marco Nanini. O filme também contém várias músicas para ajudar no desenrolar da trama, e a minha preferida, e provavelmente do Kenai também é 'On my way'.

Kenai, inconformado com a situação que se encontrava, não suportava o pequeno urso carente, o que não perduraria por muito tempo.


Que Koda sirva de inspiração para seguir sua jornada ao meio tantas adversidades.

Onipresença

Estive Ausente esses últimos dias! 

Se bem que essa ausência é relativa. Se ainda estivéssemos na vida1.0 talvez seria uma ausência quase absoluta, mas não estamos. Viajei, e ao contrário da maioria, não passei a páscoa ao lado de família e de amigos de infância. Estive também Ausente no blog pois era praticamente impraticável (?) redigir atualizações naquela situação, mas foi fonte de inspiração para vários posts.

Acontece que no meio de tanto isolamento algumas rede Wi-fi ainda abrem a janela para o outro mundo. Podemos espiar, ver o que está acontecendo do lado de lá, curtir, comentar e compartilhar. Usamos essas pequenas brechas no espaço para atualizarmos nossa Linha do Tempo, ou em 140 caracteres divulgar o que está se passando. São esses momentos que nos aproximamos novamente e a ausência por instante fica menor.

A ligação tradicional pra mim hoje serve como recado e cordialidade. 'Cheguei bem'. 'Tá tudo Ok'. 'Tá chovendo muito aqui, e aí?' 'Sexta-feira, to chegando em casa, quem vai me buscar lá?'. É muito tradicional. Com a tecnologia em nossas mochilas e bolsos, por que não usá-la a nosso favor?

Hoje temos a possibilidade do compartilhamento de imagens no instante. É o 'bater' e o 'Postar', assim tão próximos quanto escrito nessa mesma frase. Pra mim, adepto, vale muito mais que a cordialidade do telefone. Como eu queria ver a foto da minha família toda reunida no churrasco de páscoa no instante em que tinha acabado de sair a carne, ou cortado o bolo. Eu poderia ver no rosto de cada um como estão bem, e felizes, ou não.

Da mesma forma, acredito que meus compartilhamentos vale para suprir minha ausência. Quero que todos ao ver, sinta o que estou sentindo. Ou o que estou vendo, ou ouvindo. Talvez aquilo que eu não consiga passar por um telefone, esteja expresso ali na minha cara, na minha frente, ao meu lado. 

Se eu estou compartilhando pra você tem como eu não estar aí, presente? 

domingo, 1 de abril de 2012

Os Corredores Semanais

Domingo é um ano novo semanal.

É aquele momento que (re)avaliamos o que aconteceu no nosso final de semana e também o que deixou de acontecer. Caso você tenha feito nosso exercício para adquirir o escudo de Sêneca para esses dias, você sobreviveu muito bem. Veja o que é e como adquirir esse escudo!

Um bom domingo mesmo implica em querer mudar nossas atitudes antes de segunda-feira. É aquele coisa de não vou comer mais doce, beber refrigerante, entrar na academia só que um pouco mais cômico. Não é? Qual foi sua decisão hoje? Vai começar a estudar todo dia?

A segunda-feira marca o início de 5 dias engessados. A gente tenta querer fazer algo diferente mas sempre temos n outras coisas que damos prioridade. É rapaz, é a rotina. É como se fosse um muro que nos guiasse até  a sexta-feira a noite, e de lá até o domingo, temos no lugar de muro, uma cerquinha. Furada, de arame e baixa.O muro é alto, mas deixa a luz passar. As vezes vemos sombras, espiamos por um buraquinho aqui e outro ali, e se bobear, esquecemos que tem vida do outro lado. Domingo é o dia que a gente lembra de novo desse longo trajeto. 

Só de pensar que iremos passar alguns dias caminhando em raias já enjoa alguns antes de começar. Um bom domingo mesmo deveria ser aquele que não relembramos do nosso trajeto de amanhã, mas sim de quantas visões tivemos nesses últimos 2 dias. De quantos momentos saltamos sobre a raia para o lado de lá e desfrutamos de momentos legais, de coisas que só temos tempo pra fazer nos sábados, por exemplo. Temos nesses dias a possibilidade de escolha mais que tangível. Ela vai desde o que almoçar até o que beber antes de ver os amigos.

Um bom final de semana implica em um domingo diferente. Um domingo leve e que cheira bem. Já vemos o muro mais uma vez, mas ele está até mais baixo, ou um pouco mais transparente. Ou são meus olhos que ainda estão acostumados com a liberdade entre arames. Seria o segredo de uma boa semana conseguir transformar o corredor que te guia nesses próximos dias?